Showing posts with label delicias. Show all posts
Showing posts with label delicias. Show all posts

Friday, October 28, 2016

Harmonizando tudo

Eu tenho um cantinho especial no meu coração pra harmonizações - acredito firmemente no poder de um casamento bem feito entre uma comida e um vinho, resultando numa experiência gastronômica ainda mais prazerosa!


Um brie en croute fica ainda mais maravilhoso com uma taça de chardonnay, desses bem amanteigados, como o La Crema ou o Chateau St. Michelle




Ou então, pra ficar so na America do Sul, que tal uma picanha com um Malbec Argentino, desses de gente grande, como os Bodega Catena Zapata?


Porem, por razoes que a própria razão desconhece (wink wink), eu acho que HARMONIZAR UM VINHO VAI ALEM DE ELEVA-LO NO PALADAR: pra mim, toda a experiência sensorial conta.



Por isso, quando eu penso em harmonização de vinhos, eu penso em outras coisas que afetam a experiência como um todo: coisas que potencializam os sentidos, como a musica, as cores, a apresentação, o humor, a companhia, etc. E esses fatores podem tanto maximizar como minimizar uma degustação… Quer ver?


Eu AMO cheiro de café. Qualquer dia que eu tenha que acordar cedo fica justificado se aquele cheirinho de café quentinho, recém-feito invade a casa. Porém se eu sentir cheiro de café na casa quando estiver prestes a tomar uma Veuve Clicquot, eu sei que meus sentidos enológicos vão brochar… Se fosse o cheiro de uma tortinha de maça saindo do forno, ou, não so o cheiro, mas o aroma e as cores de flores do campo, essa mesma Veuve Clicquot seria ainda mais apreciada!




Por outro lado, se aquele cheirinho de café esta no ar, e por acaso, em minhas mãos caiu um Pinotage Sul-Africano: bingo! Harmonização perfeita!




Eu sei que, nesse aspecto, é possível argumentar que ainda estamos no mundo dos aromas que, convenhamos, é uma parte essencial das degustações de vinho… Então, se desinibe e pula nessa alucinação comunitária aqui:

A pergunta é: qual vinho vai bem com essa musica? 




A (minha) resposta: Pinot Grigio. 



Por que? - voce pode perguntar. 

E eu digo: pelas notas.

Eu estudei musica, muitos e muitos anos. Sei bem da parte técnica, toco piano, violão e bateria na moral. Mas a melhor lição de musica que eu tive é algo que não se estuda, porque vem de dentro, não de fora: como a musica faz voce se sentir. 

Essa musica da Lorde tem muitas notas que eu chamo de notas “felizes”, acordes maiores (tipo As, Cs, Ds, etc). Apesar da letra, da temática, da própria cantora serem meio darks, a melodia (feita pelas notas) é alegre, é “6:30 da manha, o sol ta nascendo”.

E eu acho o Pinot Grigio um vinho feliz assim também. Um vinho “cafe-da-manha”. As notas florais frescas, de brisa do mar, de pera e nectarina… Não tem tristeza!

Por outro lado, não da pra harmonizar essa musica com um Cabernet Franc.



Agora, um Pearl Jam com Cabernet Franc, a qualquer hora, em qualquer lugar:



Gente, me diz se isso não é musica de ouvir com um vinho robusto, tanico, meio que difícil? E não to dizendo que se trata do Cabernet Franc da depressão, mas é que as vezes voce precisa de se concentrar, encarar coisas difíceis, notas “tristes” (que em contrapartida são os acordes menores, tipo Am, Dm, Bm, super presentes nessa musica-exemplo), pra apreciar as notas “pesadas” de uvas como Cabernet Franc…

E pra acrescentar mais duas pitadas de loucura, pensa tomar aquele Pinot Grigio, ouvindo a musica Team, da Lorde, num parque urbano, no meio de arvores, com gente andando de bicicleta ao seu redor, o cheirinho da grama fresca, raios de sol e uma brisa? P-E-R-F-E-C-T-I-O-N!




Com o Cab. Franc e Pearl Jam? Nao rola.


Pra harmonizar o Pearl Jam e um vinho tinto complexo voce precisa de um ambiente fechado (um pub?), de preferencia com algum tipo de fumaça (charuto? cachimbo?), pouca luz (velas?), e pouca distração - talvez pra tentar apreender as nuances do vinho.



Ok, ok. Chega dessa viagem.


Mas, numa hora dessas, quando voce estiver tomando aquele vinho que voce toma sempre, e achar que ele esta particularmente melhor do que o normal, repare no ambiente ao seu redor. Nos sons, cheiros, cores… Minha aposta é que voce harmonizou o vinho com a vida.

Tuesday, September 13, 2016

Piacere di conoscerti!

É difícil falar de vinhos italianos sem falar de clássicos - e são tantos! 

A Italia conseguiu aprimorar a cultura do vinho e produzir tanta coisa boa que eu acho particularmente difícil experimentar coisas novas, ja sabendo das tantas delicias disponíveis por ai…

Mas, superando o obvio, devo dizer que o meu primeiro amor italiano não foi um Chianti ou um Nebbiolo, nem mesmo um Prosecco: foi um Nero D’Avola.

E em homenagem a esse amor, resolvi escrever esse post e, quem sabe, inspirar novas descobertas… GO EXPLORE!

Nero D’Avola: diretamente da Sicilia para o mundo! Super versátil, essa uva é um fenômeno seja em cortes 100% ou em blends. Vamos lembrar que a estrela da Sicilia por anos e anos brilhou com o vinho Marsala, que encontra seu lugar ao sol entre vinhos Madeira e Sherrys. O solo vulcânico siciliano, bem seco, e o clima quente, produz uma fruta super vigorosa, e os vinhos Nero D’Avola vem a mesa com teor alcoólico mais alto do que o “normal”, com notas bem acentuadas de frutas vermelhas. Apesar de ser um vinho bem encorpado, ele vai bem com pratos mediterrâneos vegetarianos com base de beringela, abobrinha e pimentão. Na verdade, minha sugestão é prepare esses 3 grelhados, coloque numa fatia torrada de pão italiano, azeite, sal e voila! Crostini de vegetais :)


A vinícola Planeta é maravilhosa, super recomendo! O Plumbago é 100% Nero D’Avola e inesquecível!


Verdicchio: dai que eu fui morar na região de Marche. Nunca ouviu falar né? Pois é. Fui parar la exatamente por causa disso: acho que não tem lugar melhor pra se aprender uma língua do que lugares remotos, longe dos contatos turísticos do resto do mundo… E la, do lado da minha escola-dormitório, tinha uma vinícola que produzia Verdicchio… E considerando a proximidade de Marche com o mar Adriático, tínhamos muitos pratos a base de peixes e frutos do mar, que harmonizam perfeitamente com Verdicchio que tem um perfume floral maravilhoso, mas podem ser muito delicados para quem esta acostumado com uma explosão de sabores. Então para evitar desapontamentos, pensem num Vinho Verde português… É mais ou menos isso.

Verdicchio di Matelica e...


Stocco all’anconetana, prato típico da regia de Marche, que gente, nao a toa vem a ser uma versão de Bacalhau a Gomes de Sa. Lembra do que falei do vinho verde? Pois é…

Rosso Piceno: ainda na região de Marche, que tem muitas colinas (quase tudo que vem de la se chama “Colli” alguma coisa), encontramos Rosso Conero e Rosso Piceno, que tem base de Montepulciano, as vezes Sangiovese, e atualmente, ate um pouco de Trebbiano e Passerina. Na minha opiniao, 6 anos é a idade certa pra esses vinhos que são tintos delicados, com taninos médios, e com um frescor típico de vinhos “a beira mar”… Um italiano que poderia ser da California…

O Pongelli custa aqui uns $20USD e é fenomenal!!!



Franciacorta: e foi nos Estados Unidos que eu conheci o Franciacorta! Trata-se de um espumante de sabor super clássico, da Lombardia, produzido em método tradicional, que exige respeito pela qualidade incrível e pela fermentação em garrafa, bem atípica na Italia. Aqui nos EUA, encontramos alguns Franciacorta com preços mais altos que Champagne… Mas acredito que valha o investimento. E pode ser rose também (pensa no verão no Brasil, sol e praia… perfeito!)



Tuesday, August 16, 2016

Vinhos do Brasil - na America!

Ola!

Depois de uma longa (e necessária) pausa, estamos de volta!

E em clima de Olimpiadas!

Recebemos o email abaixo de um restaurante que adoramos aqui nos EUA, o Seasons 52:




O Seasons 52 tem esse nome porque eles tem 52 menus ao longo do ano, de acordo com as estações. A proposta deles é de sempre servir pratos cujos ingredientes estejam no pico de frescor, utilizando técnicas rústicas de cozimento e preparo, como por exemplo, fogões a lenha. Da pra entender porque a gente gosta tanto de la né?!





Agora, gostamos mais ainda: com esse email eles estão introduzindo no mercado americano vinhos como Don Guerino, Salton, Casa Valduga, Miolo…

Claro que sabemos que existem outras opções mais arrojadas e interessantes, mas so de ver um brazuquinha na carta, ja da aquele animo - e a vontade de voltar sempre e continuar prestigiando o local, que de verdade, não falha!

CHEERS!

Monday, June 23, 2014

Brasil e as vantagens naturais - Capitulo 1 - Agua de coco

Nesse clima de Copa do Mundo, Brasil avancando, todo mundo feliz, me senti compelida a escrever uma notinha sobre uma das muitas maravilhas naturais gastronomicas que o Brasil oferece: a agua de coco.

Sem nenhuma gordura ou colesterol, alem do baixissimo nivel de acucar, a agua de coco vem cheia de eletrolitos "gatorade style" mas sem aquela cor azul tao natural que o gatorade tem... E quando a gente pensa em potassio, pensa direto em banana ne? Pois a agua de coco tem 4 vezes mais potassio que uma banana, sem tantas calorias (imagina comer 4 bananas?! Eu nao consigo!)



Fora isso, ajuda na digestao e na ressaca, alem de ser bom pra pele.



O unico contra eu acho que eh o sabor: quem nao gosta, nao gosta mesmo... Mas esse gostinho meio amendoado, num dia bem ensolarado, pra mim nao tem nada igual. Toda vez que paro num pais tropical, meu primeiro pedido eh "uncork the coconut"! CHEERS!