Tuesday, September 27, 2011

Ahhh Napa and Sonoma, where have you been all of our lives??? Part I

Em Maio passado, estávamos planejando oque fazer pro aniversário da Dani (18/09), pra ela tentar pegar uma semaninha de férias.
Ela conseguiu e apesar de ser o aniversário DELA, parece que o presente foi pra mim, mesmo ela sendo uma ávida tomadora de vinho as well!
Planejamos então uma viagem pra San Franciso, Napa e Sonoma counties. 
Pra quem não sabe, Napa e Sonoma são OS PICOS produtores de vinhos aqui na Gringolândia.
Apesar de vinho ser feito em quase todos os estados aqui, Napa e Sonoma são a Meca da viticultura nos EUA.
Estávamos com meus sogros também, portanto foi uma viagem mais turística do que enológica, já que eles não são grande tomadores de vinho (mas consegui fazer meu sogro tomar vinho bom..hehe). Mas eles encararam bem, portanto deu pra tomar BEM e conhecer lugares incriveis.
Como foram vários dias e tem coisa pra caceta pra contar e mostrar, irei por partes....

Tentei fazer um itinerário de vinícolas a visitar, dos vinhos que conhecia e sabia que eram bons, etc e tal.
Depois de abusar do Google Maps pra calcular distâncias do Hotel pra vinícolas, restaurantes, etc, e fritar a cabeça, cheguei a brilhante conclusão um dia antes do embarque. Não vou fazer mapa p$*& nenhuma. Vou pegar os nomes e endereços das vinícolas que meio que fazia questão de ir, e vambora. Chegando lá a gente vê oque rola.
Apesar de Napa e Sonoma serem as mais conhecidas e casas das maiores vinícolas, tem muita coisa boa nos arredores de lá, como Healdsburg, Alexander Valley, Carneros, Russian River e várias outras com vinícolas em todas. Então oque fizemos foi um minimo de planejamento, pra não ter que ficar dirigindo que nem umas baratas tontas, meio que fariamos tudo de um lado, depois tudo de outro, etc....e deu certo!

Bom, depois de quase uma viagem internacional, chegamos super tarde em San Francisco. Dormimos num hotel ao lado do aeroporto pra no dia seguinte acordarmos cedo e pegar o carro no próprio aeroporto.
Ao chegarmos já demos de cara com a briza do pacifico, gelada, animal!!!
Calhou que bem no primeiro dia nosso em S.F. estaria rolando um evento de vinhos (Primeira edição), chamado CALIFORNIA WINE RUSH, no Ferry Building.








            Um evento relativamente pequeno, mas muito legal. Eles dividiram estandes não por produtor, como normalmente acontece, mas conforme a região. Foi legal que iamos no estande de LODI por exemplo, e tomávamos vinhos de umas 3 ou 4 vinicolas de lá, ou iamos na mesa de CARNEROS e a mesma coisa. Legal pra ver a semelhança nos vinhos, já que mais ou menos do mesmo terroir...bem interessante. E também pra conhecer regiões novas... 
Muita coisa legal, mas dois vinhos que me chamaram a atenção foi um Semillon e um Cabernet Franc do mesmo produtor, chamado ANDIS, da região de AMADOR COUNTY. O Semillon 2010 é da primeira safra de Semillon produzida. Muito interessante o vinho, num preço bem legal (U$19).
Não ficamos muito pois ainda tinha viagem a diante....
Seguimos em direção a Santa Rosa (onde ficava nosso hotel, vizinha a Sonoma).
No caminho Dani falou para pararmos no parque nacional de MUIR WOODS. Um parque IRADÍSSIMO, onde se encontram Sequoias e Redwood trees centenárias, com troncos absurdamente grandes. As bichas eram e são tão massivas que mal queimam em caso de incêndio! Incrivel! Dá pra ter uma idéia do tamanho das crianças nas fotos!!!!




 O parque tem vários caminhos, dependendo da sua disposição em andar...E depois, no final, eles tem um restaurantinho só com produtos orgânicos de fazendeiros da região.Muito interessante. Com certeza uma parada imperdível pra quem for visitar San Francisco, já que o parque não é nada longe. Cruzando a Golden Gate, já logo na sequência! 
Bom, seguimos uma curta viagem de uns 45 minutos, até o Wine Country....pra ai sim, nos prepararmos pra um SERIOUS GRAPE JUICE DRINKING!!!!!

to be continued.....



Wednesday, August 31, 2011

Irmãos de mãe solteira



No começo de Julho fomos jantar na casa de uma familia de amigos que moram aqui perto da gente, pois eles haviam nos convidado para um jantar árabe na casa deles.

Teve de tudo, Hummus, babaganuche, Kibe, Esfiha...como falamos aqui, "the whole 9 yards"...

O anfitrião, brasileiro, muito amigo nosso, também é tomador de vinho. Só que no caso dele, só italiano...rs. Você abre a adega dele, SÓ italiano! Impressionante. Se tiver algum americano lá, na certa fomos nós que demos...

Pela comida árabe ser BEM temperada, com bastante ervas, especiarias, pensei em levar um vinho que tb tenha características parecidas, e ver qual é.
Pensei na hora num Zinfandel que tinhamos, especificamente do produtor Joel Gott, da Califórnia.

Não lembro de ter falado sobre a cepa Zinfandel no blog. Essa foi outra "pérola" que encontrei aqui quando comecei a trabalhar com vinho nos EUA.
Zinfandel é uma das "Margueritas" dos americanos (Pra quem esse post é o primeiro a ler no Blog, veja nos Blogs anteriores sobre as pizzas margueritas).

Ela, na verdade, é um clone da uva italiana PRIMITIVO, que veio pros EUA em torno de 1850, trazida pra California quando Viveiristas como Frederick Mackondray foram pra lá atrás de ouro.

Aí tá, Frederick resolveu ir pra Califórnia. Por ser botânico e sabendo que ia ficar na região por um tempo, resolveu levar uma videirinha de Primitivo.

Resultado: hoje Zinfandel toma 11% das plantações de viti-viniferas na Califórnia. Fora os EUA (e Itália com a Primitivo), não tem mais nenhum lugar produzindo Zinfandel no mundo. Se tiver, é em BEEEEEM menor escala, sendo insignificante comparado ao Zin daqui.

Pra quem nunca tomou um Zinfandel, é um vinhozinho bem interessante. Ele é bastante escuro, tânico ("seca" a boca), e tem uns toques de pimenta, especiarias,anis, MTO legal. Logo no primeiro gole vc já sente a pimenta.
Dá pra harmonizá-lo com mais ou menos tudo que você faria se tivesse tomando um Cabernet Sauvignon, pelos taninos e estrutura do vinho, mas ele segura MUITO a onda com comidas apimentadas e temperadas! Talvez por isso que americano ame o Zinfandel. O povo pra gostar de pimenta assim lá longe!!!!!

Por isso a escolha em levar um Zin pro jantar árabe. E... ficou bem acompanhado!
Agora, o mais legal é que, ao chegar, vi que esse nosso amigo já tinha uma garrafa de Primitivo.
Não deu outra:  abrimos as duas garrafas e fiquei impressionado com a semelhança.
Achei muito legal por poder comparar e ver que eles são muito parecidos, mas sabe aquela caracteristica tipica dos vinhos italianos, alto teor alcóolico,  gostinho de terra? Bem presente, quando comparado com a versão anglo-saxônica, que tem bem mais fruta, mas continua com as especiarias, uma pimentinha....

A cepa Zinfandel é uma uva que cresce em cachos grandes, e as uvas ficando bem juntas umas as outras. Ela amadurece rápido e tem um nivel alto de açúcar. Ela tb é bem conhecida por fazer vinhos alcoólicos, crecendo bem em clima ameno, nem mto frio, mas tb nao mto quente. Pelas uvas crescerem bastante juntas uma das outras, muito calor pode acabar proliferando Botrytis - um fungo que não é bem vindo pra esse estilo de vinho (diferente do vinho SAUTÉRNES, que é produzido com uvas "Botrytizadas").

Tentaram fazer o Zinfandel menos alcoólico, mas é como nego querer produzir Coca-Cola transparente. Não virou. Não adianta querer mudar a caracteristica da coisa, ainda mais num Vinho.
Quem não gosta de vinho muito alcoólicos, que não tome, ué....

Ele tb não é vinho de guarda. Ele não ficará muito melhor com envelhecimento. Os de melhor qualidade até que dá pra guardar uns 5, 7 anos, mas não sei se vale a pena a espera. Fizemos uma comparação enquanto eu trabalhava na Vines, tomando um Pine Ridge de 2003, com um de 2009. Quase não vi diferença....

Eu lembro que esse Zin que tomamos, foi o mesmo que eu tomei pela primeira vez em 2009, do Joel Gott. Eu amei, e dele comecei a provar outros. Agora, o melhor que tomei até hoje é do produtor Turley. Esse Turley tem vááários vinhedos em lugares diferentes, todos com Zinfandel. Vinho delicioso e não muito barato (U$45, U$50), dependendo do vinhedo de onde vem. O melhor que tomei deles é do vinhedo DUSI.
O legal desse Turley, é que até pouco tempo atrás, eles só vendiam pra quem eles conheciam. Donos de restaurantes, amigos da vinicola, colecionadores ou seja, pessoas que eles tinham certeza que não iam banalizar os produtos dele.
Mas o Joel Gott é uma opção mais em conta (U$20), e é um belo vinho.
O Primitivo que tomamos foi Masseria Pietrosa. Não conhecia...vinho mto bom, ótima estrutura, BEM italianão, bem escuro, bem tânico....valor relativamente igual ao Joel Gott, em torno de U$18,U$20....

Como disse acima, Zinfandel é uma das, se não A uva caracteristica da viticultura americana. Ela é MTO vendida aqui, e é o motor do carro-chefe daqui. Mas na verdade, o Zin tinto ta sendo mais consumido nos últimos 10 anos pra cá. O que realmente é consumido é o famoso White Zinfandel.
Se vc entrar em qualquer 7-11 da vida, de cara vc já se depara com um stand com vinhos pra venda a 5,6 doláres, e na sua grande maioria do produtor Sutter Home. O "Seu Sutter Home", numa época onde a venda de Chardonnay no país era incrivel, e a oferta não tava conseguindo acompanhar a demanda, no começo dos anos 70,  meio que sem querer inventou o White Zin.
Feito da uva Zinfandel tinta, pra conseguir uma concentração de taninos, eles usaram um método chamado de Saignée, onde se retira parte do suco sendo fermentado, assim o vinho fica menos "aguado", com uma estrutura melhor.
Esse suco então rosa, foi fermentado separado, sendo então inventado o Dignissimo, porém sinônimo de vinho barato, White Zinfandel.
Pra quem nunca tomou um White Zin, ele é BEM facinho de tomar, meio docinho, ótimo pra não bebedores de vinho....só que esse "docinho", mais uma vez, foi por acaso.
Certa vez, lá pelos anos 74, 75, num belo dia, no meio da fermentação desse suco extraído pra fazer o White Zin, ocorreu (não sei como se chama em Português) uma Stuck Fermentation, onde as leveduras morrem antes de comer todo o açucar do suco, deixando então de produzir o alcóol, deixando o vinho docinho....

Pronto, essa descoberta foi que nem achar ouro na Serra Pelada....E por ser uma uva que dá muito fácil aqui e pelo estilo do vinho, a fruta não precisa ser de grande qualidade pra virar um vinho que venda, e isso acaba sendo viável vendê-lo BEM barato.
Por exemplo, ontem fomos na ABC* comprar uns vinhos diversos e por minha sogra amar White Zin, compramos 2 garrafas. Preço? U$9.98/duas garrafas, da Beringer.
Eu particularmente não sou fã desse vinho, mas dá pra entender pq vende tanto. É muito fácil de tomar, e é barato.

Por outro lado o Zin tinto foi outra ótima surpresa dos produtos americanos. Virei fã!
Com certeza irei escrever mais sobre o Zinfandel num futuro breve! E conforme formos tomando outros, vou falando aqui.

Cheers

*ABC é um mercadão só de bebidas alcoólicas, supermarket style.











Wednesday, August 10, 2011

Melhor amigo do Homem....e da fotografia!

Primeiramente, queria me desculpar, se é que alguém notou, pela minha ausência no último mês.
Estava trabalhando que nem um camêlo e mal tive tempo pra dormir.....
Agora com tudo de volta ao normal, retomo as atividades bloguísticas, pois já tenho alguns posts em mente pra colocar.

Esse primeiro pós-escravidão é referente a uma matéria que saiu no Estadão online, sobre a fotógrafa Carli Davidson, daqui da grigolândia, que havia acabado de comprar um flash novo e foi testá-lo fazendo fotos de cachorros....Dêem uma olhada nas fotos que barato!!










Hope you guys enjoy it!

Cheers!!

Thursday, July 7, 2011

3,2,1....Liftoff




Amanhã é a data marcada pro último lançamento de espaço naves do Progama da NASA.
Não terá mais nenhum lançamento tripulado. Nem aqui em Space Center, nem na Califórnia ou em qualquer outro.

Acabou.

Bom, assinamos o jornal local (Orlando Sentinel) e ontem veio junto do jornal um encarte sobre o progama da NASA, com história, etc.
Como vocês podem ver, a capa do encarte todo era essa foto acima (Peguei em melhor qualidade na internet e a de cima é o próprio encarte) e reparei uma coisa muito legal pra colocar aqui.

Esse é um exemplo perfeito de uma Composição Fotográfica iradissima.
A nave por si só já é um assunto muito legal de se fotografar, mas imagens somente da nave já existem a rodo.
Esse encarte mostra que, mesmo que o assunto principal seja a nave espacial, ela não tá centralizada.
A nave tá lááá no cantinho direito, lá em cima e a grande maioria da imagem tem apenas fumaça.
Isso pra confirmar oque escrevi em outro post,  que nem sempre o assunto principal da foto tem que estar centralizada.

Nesse caso, o fotógrafo ainda deu uma magnitude BEM maior ao lançamento, não que já não seja um evento inacreditável. Mas que o cara valorizou muito o momento, valorizou. E mandou muito bem!!

Achei muito legal como uma foto como essa representa da melhor maneira a frase "An image is worth a thousand words".

Hope you enjoy it!

Cheers

Monday, July 4, 2011

"Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante...."


Nunca gostei de Vinho Rosé! Sempre achei sem graça. Nunca parei e pensei "Nossa, que vontade de tomar um Rosezinho".Não, nunca.  E quem tiver lendo, tenho certeza que tb pensa isso....

Como podem ver o título desse post, fazendo uma homenagem ao dignissimo, porém muito doido, Raul Seixas.....explicarei o porque do título.

Primeiro pra confessar minha mudança de gosto. Vou explicar melhor abaixo, mas digo que barreiras foram derrubadas, e sim, virei apreciador.
Segundo porque recebi a edição de Julho da Wine Spectator, e nela veio uma lista de Best Buys de Rosés. Desde Provence, até Austrália. Muito legal, com coisas bem legais, nuns preços SUPER acessiveis.
E Terceiro que tá um calor do Sertão do Senegal aqui em Orlando, e tomar um Rosezinho gelado nesse clima é fenômeno!


Sempre tive a impressão, quando via uma garrafa de vinho rosé, de que era sinônimo de vinho barato, sem personalidade. Ele nem era um branco, com aquela acidezinha de "amarrar o queixo" com um gosto de frutas cítricas, nem um tinto que vc consegue sentir uma porrama de coisa, desde a fruta, aos taninos, a madeira, que resseca o céu da boca, ervas, etc., etc.....

O Rosé já ultrapassou o vinho branco em vendas na França, vindo principalmente de Provence.
Nos EUA, lá pelos anos 70, a demanda por vinho branco era tão grande que não haviam uvas brancas o suficiente para produção. Então produtores começaram a produzir vinhos "brancos", com uvas tintas, com o minimo de contato das cascas no suco, formando então vinhos rosas. Quanto mais brancos, melhor.
E de um desses testes, foi criado o White Zinfandel.
Zinfandel é uma uva tinta, e uma das carros-chefes dos EUA. Ela, na verdade, é um clone da uva Primitivo, italiana.
O White Zinfandel é um fenômeno de vendas aqui nos EUA, mas sendo um vinho de baixa qualidade, achado em lojas de conveniência, como 7-11, am pm, etc. Vc acha garrafões de 1.5L, por U$8.
Desse nivel! Deve ser por isso que tenho (ou tinha) tanta má impressão do Rosé!
Agora, não se deixem enganar, achando que Zinfandel é uma uva de baixa qualidade. Não é mesmo. Muito pelo contrário. Você acha uns baita Zins aqui de altissima qualidade!

Existem 3 maneiras de se fazer um vinho Rosé.
A primeira (não sendo ordem de mais feito ou não. Simplesmente oque me veio a mente!!) sendo a velha e boa mistura de vinho tinto com vinho branco. Cada vez menos usado. Em champagne ainda se faz um pouco, mas cada vez mais deixado de lado, dando preferência ao método Saignée.
Nesse caso, os viticultores, pra fazer um vinho tino mais intenso e concentrado, nas etapas iniciais da vinificação, onde ainda é possivel se fazer, o mosto da uva é retirado, fazendo com que os tanques "sangrem", retirando o liquido então rosa, e ser daí fermentado sozinho, nascendo o vinho Rosé.
E a terceira e mais usada, quando os viticultores começam a vinificação normal do vinho tinto, esmagando as uvas e deixando o mosto em contato com as cascas por uns 3 dias, ai eles retiram as cascas, e continuam a vinificação do vinho, agora, rosé. Claro que , quanto mais tempo deixam em contato com as cascas, mais escuro vai ficando.

As uvas usadas pra fazer o rosé, depende do lugar onde tá sendo feito. Por exemplo, Rosé de Provence, são feitos, na sua maioria, de Cinsault, Grenache, Mourvedre. Os rosés da italiana, normalmente são feitos da uva Primitivo, e por ai vai. Eles fazem conforme a uva que tem maior volume de produção.
Como a demanda está aumentando pra esse tipo de vinho, eles tão prestando mais atenção na produção deles, fazendo com um pouco mais de carinho, com mais qualidade....

Um daqui dos EUA que eu gosto bastante é o SOFIA, produzido pelo produtor de filme Francis Ford Coppola, que tem algumas vinicolas espalhadas pela CA.
O Sofia é feito de um blend de Grenache e Syrah.
Pra quem gosta de sentir frutas vermelhas frescas, pode ir nele que é batata! Gelado então, desce que é uma beleza! Ele é, normalmente, pouco mais alcoólico que o branco, e pouco menos que o tinto, girando em torno de 12% de grau alcoólico.

Tomando na piscina, picnic na praia, sei lá. Onde quer que esteja calor e vc estiver enchendo um cooler, pense duas vezes antes de só colocar cerveja.Coloque um rosezinho pra gelar, Vale a pena!!
.....e como acaba o refrão da música do Raul...
"..do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."

Quebrem paradigmas e um brinde aos Rosés!!!

Sunday, June 26, 2011

Kiwi Wine....


Uma das incontáveis coisas legais de morar num país que se toma muito vinho é a quantidade de oferta de produtos de qualidade de vários cantos do mundo, a preços de banana.
Lembro que no Brasil (não sei como está hoje, mas não acredito que tenha mudado MUITO), mas quando eu ia numa loja de vinhos, a sua maioria esmagadora de garrafas disponiveis eram os clássicos rótulos do Velho Mundo, e da América do Sul em geral.
Era muito raro eu ver vinhos de outras partes do mundo, partes menos tradicionais, como por exemplo do vinho que vou falar agora.
Falei num dos primeiros posts sobre a minha surpresa boa, quando comecei a trabalhar com vinhos aqui nos EUA, quando descobri os vinhos norte-americanos.Além dos vinhos daqui, tb descobri vinhos Australianos, Sulafricanos e Neozelandeses.
To falando isso pra falar sobre um dos vinhos prediletos nossos pra tomar sempre.  Kim Crawford Sauvignon Blanc da região de Marlborough da Nova Zelândia.

Marlborough fica ao extremo norte da Ilha ao sul da Nova Zêlandia. Tem um clima seco, dias ensolarados, e noites frias.
Lá o Sauvignon Blanc manda, Vindo Pinot Noir e Chardonnay na sequência. Só uma observação, o Pinot Noir Neozelandes tb é incrivel!

Agora, Sauvignon Blanc de lá é animal!
Muitas pessoas que tão acostumadas ou que não são tão fãs de Sauvignon Blanc por ser uma uva bem ácida, precisam provar Sauvignon Blanc da Nova Zelândia.
Lembra quando falei da "pizza Marguerita"? O Carmenére do Chile? Pois é, Sauvignon Blanc é Nova Zelândia e principalmente de Marlborough.
Vc abre a garrafa e já toma um "cola-brinco" dos aromas de maracujá, abacaxi, e citrus em geral.

O que achamos mais irado ainda é que um vinho desses, aqui, não sai por mais que U$12. Ou seja, quando tamos morrendo de calor, ao invés de abrir uma Coca gelada, preferimos 1000 vezes tomar um desses..rs.

Já o tomamos comendo alguns pratos diferentes, mas como grande parte dos SB, um prato leve sem muito molho, seria o ideal. Saladas em geral, frutos do mar, tipo Ostras (Sim, tem gente que gosta de Ostra...Deus me livre) e carne branca em geral. Hoje tamos pra comer um peixe, um Catfish,  feito pelo meu cunhado que acho que vai ficar MTO legal com esse vinho..Vamos ver. Se der errado eu dou esporro no cunhado, por ter estragado uma ótima garrafa de vinho, com um peixe fraco..rs..
Mas esse vinho é tão saboroso, que dá fácil pra tomá-lo sozinho....

Como disse acima, os Pinot Noirs de lá tb são muito legais. Tb numa faixa de preço ridiculamente acessível, com uma qualidade super boa com frutas vermelhas SUPER presentes...
Os PN da Nova Zelândia são produzidos em algumas regiões. Os da Kim Crawford são produzidos em Marlborough tb, mas a área principal é de Central Otago. Beeemmm ao sul da ilha, é a região mais ao sul que produz vinhos no mundo. Eu pessoalmente prefiro os PN de Central Otago.

Agora, outro vinho que tomei já que achei espetacular, foi um Unoaked Chardonnay (Chardonnay sem passar em madeira), da produtora Vila Maria. Animal!!!! BEM diferente dos Chards que estamos acostumados, do lado de cá. Os Chards daqui tem tanta madeira (don't get me wrong, eu sou fã desses Chardonnays), que acabam nem sentindo TANTO o sabor da uva. E isso, pra uvas de baixa qualidade, é ótimo, que a madeira meio que mascara quando a uva é de baixa qualidade....

Bom, Nova Zelândia é um país que produz uns baita vinhos, e com uma relação custo/benefício alucinante.
Então, quando quiser tomar um vinhozinho branco, num dia de calor, principalmente em Orlando, que tá um calor do sertão do Congo, nada melhor que um Sauv. Blanc gelado!!!!!!

Peixe tá pronto, quero só ver....rs

Cheers

Saturday, June 18, 2011

Um Brinde!!!





Nessa última sexta-feira descemos pra Fort Lauderdale. Pra quem não conhece, é um pouco ao norte de Miami. Cidade muito agradável, e que na nossa opinião, dá de 10 em Miami. 
Uma das regalias da Dani trabalhar com turismo é que conseguimos uns descontos muito bons nuns Pátcha Hoteis daqui. Não foi diferente agora na nossa última viagem. Ficamos no Hilton Marina. Um hotel muito bom, e por ser na marina, barcos e iates podem ancorar na marina do hotel, e desfrutar dos serviços dele.
Nesse final de semana o que chamou a atenção foi um iatezinho simples chamado Pegasus V, que custa em torno de 90 milhões de dólares. ANIMAL o bicho. Ficamos de cara. Meu sogro, fiçurado por coisas do mar, quase chorou ao ver a criança.
Anyways, na verdade, o motivo real de termos ido pra lá, foi que eu havia me inscrito para uma certificação que seria dada por uma das mais famosas entidades do ramo do vinho nos EUA, e uma das maiores do mundo, chamada Court of Master Sommeliers.
São oferecidos 4 niveis de certificações da CMS, sendo um pré-reguisito do outro, e os últimos dois participando apenas se for convidado pelo seleto grupo de Master Sommeliers (180 no mundo, sendo desses 112 dos EUA). Todo os niveis já BEM avançados, já que desde o primeiro nivel, se aprovado, já dá um boost legal no curriculo.
A certificação foi na 2a e 3a-feira passada, no Westin Diplomat Golf Resort em Hallandale Beach, entre Miami e Ft. Lauderdale. Lugar muito agradável e bonito.

Foram dois dias, com revisão do material sendo, na sua grande maioria sobre vinhos, mas tb um toque sobre cervejas, sake, destilados e serviço (revisão mesmo, pois eles voaram...quem chegou lá achando que seriam aulas, rodou) e o segundo com duas degustações, final de revisão e exame escrito.
O primeiro dia foi com 12 vinhos degustados as cegas, e revisão, sendo das 8 da matina ás 6 e 30 da tarde.

Aqui existem algumas associações e grupos que certificam alunos e profissionais do campo. As principais sendo essa, Court of Master Sommeliers, A USSA (United States Sommelier Association) e a Society of Wine Educators.

Tinham 92 participantes, com 4 Master Sommeliers ministrando as revisões e corrigindo os exames. Três homens, sendo um deles um mexicano, que manjava muito, sommelier do melhor do hotel do sul da Florida, chamado The Breakers, mas eu não entendia um ca*%$# que ele falava..haha, aliás, ninguém da sala entendia. Saímos para intervalos, um olhando pra cara do outro, falando "WTF did he just say?", dois americanos, e uma mulher, que pra mim foi a melhor. Manja muito, e manda muito bem também nas palestras.
Desses 92 participantes, apenas 59 passaram. Muitas pessoas do ramo de restaurantes, importadoras e lojas de vinhos. Pessoas de todo canto do país, e inclusive conheci o dono de uma Importadora de St. Croix, nas Ilhas Virgens. Um italiano gente boa pra caramba, que só usava camisa de cetim florida..hahaha, muito engraçado.
Tinha muito nego mala, e foi engraçado em uma das degustações a cegas que tinhamos, os masters perguntavam pra alunos, aleatóriamente, oque achávamos que era, a estrutura, aromas, etc. Essa parte era engraçada. Vários caras bons, acertavam em cheio. Tinham uns caras que sabiam mesmo oq tavam falando, agora, tinham outros, Pelamor. Os caras metiam uma mala que era muito engraçado. Ai ficava pensando comigo mesmo: "por isso que as pessoas taxam todo mundo que entende de vinho de marrento". E uns poucos, malas, que levantavam e falavam cada besteira, que o nivel de VPO (Vergonha Pelos Outros) era em nivel máximo. Mas tudo bem...valeu!

Foi MUITO legal. Aprendi muito, revisei várias coisas e pelo montante do material, deu pra confirmar bem a linha do gosto americano e a cultura do americano em geral. Material na sua maioria esmagadora sobre França e Itália. Tudo bem que França com várias leis diferentes dentro do próprio país e Itália, com centenas de regiões vinicolas e mais de 1300 variedades de uvas, e mudando leis conforme da na cabeça, dá pra entender o volume de material dado. Tanto que eles atualizam o material de 15 em 15 dias....

Não vou entrar muito nas perguntas que foram feitas, mas em geral perguntas bem específicas, como classificação de Bordeaux de 1855 e por ai vai.

Eu nunca fui muito estudioso. Longe de ser o melhor aluno, nem naquela panelinha Top 10 das turmas. Mas também não era dos piores. Era o famoso "suficiente pra passar", com umas matérias melhores que outras.. Eu tenho muita dificuldade de conseguir focar em matérias ou até mesmo assuntos em geral, que eu não tenha um mínimo interesse.
Dani já tentou fazer com que eu lesse um pouco mais, indicando uns romances e livros do tipo. Mas não consigo. Perco o interesse logo. Romance então, acho que tenho bloqueio. Não gosto de ficção.
Resumindo. É muito dificil eu encontrar um livro que consiga prender minha atenção por muito tempo.
Isso cai como uma bomba pras pessoas que fazem parte da minha vida. Casado com uma bacharel em Letras e Mestre em Direito, pai, tio e prima escritores.
Bom, isso até eu começar a me interessar pelo vinho.
Acho um assunto tão fascinante e com TANTA informação, e tudo que leio aprendo mais e mais. E eu gosto disso. Acho que pela primeira vez na minha vida eu me interesso por um assunto e ainda mais um assunto que "existe" de fato. E tem lógica, na sua grande maioria.
Dani uma vez até brincou, quando conversávamos com amigos sobre livros, ela falou "o Con só lê livro de vinho..haha".
Fico tranquilo, pois ela gosta muito de vinho tb, e por eu não ser muito fã de leitura, ela não pega no meu pé sobre ler só sobre isso. Pelo menos estou lendo...rsrs.


Bom,resumindo,  PASSEI!!! Com um Diploma e um Bottom de Guild of Sommeliers (Associação de Sommeliers).
O anúncio dos resultados foi finalizado com um brinde com todos, com um espumante Roederer....


Fiquei muito feliz e orgulhoso de mim mesmo, por ter passado nesse teste que, apesar de ser o primeiro de 4, já é bem avançado, e serviu pra confirmar uma coisa....
Quero mesmo é trabalhar com vinho.
E tenho dito.....

Cheers