Thursday, July 7, 2011

3,2,1....Liftoff




Amanhã é a data marcada pro último lançamento de espaço naves do Progama da NASA.
Não terá mais nenhum lançamento tripulado. Nem aqui em Space Center, nem na Califórnia ou em qualquer outro.

Acabou.

Bom, assinamos o jornal local (Orlando Sentinel) e ontem veio junto do jornal um encarte sobre o progama da NASA, com história, etc.
Como vocês podem ver, a capa do encarte todo era essa foto acima (Peguei em melhor qualidade na internet e a de cima é o próprio encarte) e reparei uma coisa muito legal pra colocar aqui.

Esse é um exemplo perfeito de uma Composição Fotográfica iradissima.
A nave por si só já é um assunto muito legal de se fotografar, mas imagens somente da nave já existem a rodo.
Esse encarte mostra que, mesmo que o assunto principal seja a nave espacial, ela não tá centralizada.
A nave tá lááá no cantinho direito, lá em cima e a grande maioria da imagem tem apenas fumaça.
Isso pra confirmar oque escrevi em outro post,  que nem sempre o assunto principal da foto tem que estar centralizada.

Nesse caso, o fotógrafo ainda deu uma magnitude BEM maior ao lançamento, não que já não seja um evento inacreditável. Mas que o cara valorizou muito o momento, valorizou. E mandou muito bem!!

Achei muito legal como uma foto como essa representa da melhor maneira a frase "An image is worth a thousand words".

Hope you enjoy it!

Cheers

Monday, July 4, 2011

"Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante...."


Nunca gostei de Vinho Rosé! Sempre achei sem graça. Nunca parei e pensei "Nossa, que vontade de tomar um Rosezinho".Não, nunca.  E quem tiver lendo, tenho certeza que tb pensa isso....

Como podem ver o título desse post, fazendo uma homenagem ao dignissimo, porém muito doido, Raul Seixas.....explicarei o porque do título.

Primeiro pra confessar minha mudança de gosto. Vou explicar melhor abaixo, mas digo que barreiras foram derrubadas, e sim, virei apreciador.
Segundo porque recebi a edição de Julho da Wine Spectator, e nela veio uma lista de Best Buys de Rosés. Desde Provence, até Austrália. Muito legal, com coisas bem legais, nuns preços SUPER acessiveis.
E Terceiro que tá um calor do Sertão do Senegal aqui em Orlando, e tomar um Rosezinho gelado nesse clima é fenômeno!


Sempre tive a impressão, quando via uma garrafa de vinho rosé, de que era sinônimo de vinho barato, sem personalidade. Ele nem era um branco, com aquela acidezinha de "amarrar o queixo" com um gosto de frutas cítricas, nem um tinto que vc consegue sentir uma porrama de coisa, desde a fruta, aos taninos, a madeira, que resseca o céu da boca, ervas, etc., etc.....

O Rosé já ultrapassou o vinho branco em vendas na França, vindo principalmente de Provence.
Nos EUA, lá pelos anos 70, a demanda por vinho branco era tão grande que não haviam uvas brancas o suficiente para produção. Então produtores começaram a produzir vinhos "brancos", com uvas tintas, com o minimo de contato das cascas no suco, formando então vinhos rosas. Quanto mais brancos, melhor.
E de um desses testes, foi criado o White Zinfandel.
Zinfandel é uma uva tinta, e uma das carros-chefes dos EUA. Ela, na verdade, é um clone da uva Primitivo, italiana.
O White Zinfandel é um fenômeno de vendas aqui nos EUA, mas sendo um vinho de baixa qualidade, achado em lojas de conveniência, como 7-11, am pm, etc. Vc acha garrafões de 1.5L, por U$8.
Desse nivel! Deve ser por isso que tenho (ou tinha) tanta má impressão do Rosé!
Agora, não se deixem enganar, achando que Zinfandel é uma uva de baixa qualidade. Não é mesmo. Muito pelo contrário. Você acha uns baita Zins aqui de altissima qualidade!

Existem 3 maneiras de se fazer um vinho Rosé.
A primeira (não sendo ordem de mais feito ou não. Simplesmente oque me veio a mente!!) sendo a velha e boa mistura de vinho tinto com vinho branco. Cada vez menos usado. Em champagne ainda se faz um pouco, mas cada vez mais deixado de lado, dando preferência ao método Saignée.
Nesse caso, os viticultores, pra fazer um vinho tino mais intenso e concentrado, nas etapas iniciais da vinificação, onde ainda é possivel se fazer, o mosto da uva é retirado, fazendo com que os tanques "sangrem", retirando o liquido então rosa, e ser daí fermentado sozinho, nascendo o vinho Rosé.
E a terceira e mais usada, quando os viticultores começam a vinificação normal do vinho tinto, esmagando as uvas e deixando o mosto em contato com as cascas por uns 3 dias, ai eles retiram as cascas, e continuam a vinificação do vinho, agora, rosé. Claro que , quanto mais tempo deixam em contato com as cascas, mais escuro vai ficando.

As uvas usadas pra fazer o rosé, depende do lugar onde tá sendo feito. Por exemplo, Rosé de Provence, são feitos, na sua maioria, de Cinsault, Grenache, Mourvedre. Os rosés da italiana, normalmente são feitos da uva Primitivo, e por ai vai. Eles fazem conforme a uva que tem maior volume de produção.
Como a demanda está aumentando pra esse tipo de vinho, eles tão prestando mais atenção na produção deles, fazendo com um pouco mais de carinho, com mais qualidade....

Um daqui dos EUA que eu gosto bastante é o SOFIA, produzido pelo produtor de filme Francis Ford Coppola, que tem algumas vinicolas espalhadas pela CA.
O Sofia é feito de um blend de Grenache e Syrah.
Pra quem gosta de sentir frutas vermelhas frescas, pode ir nele que é batata! Gelado então, desce que é uma beleza! Ele é, normalmente, pouco mais alcoólico que o branco, e pouco menos que o tinto, girando em torno de 12% de grau alcoólico.

Tomando na piscina, picnic na praia, sei lá. Onde quer que esteja calor e vc estiver enchendo um cooler, pense duas vezes antes de só colocar cerveja.Coloque um rosezinho pra gelar, Vale a pena!!
.....e como acaba o refrão da música do Raul...
"..do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..."

Quebrem paradigmas e um brinde aos Rosés!!!

Sunday, June 26, 2011

Kiwi Wine....


Uma das incontáveis coisas legais de morar num país que se toma muito vinho é a quantidade de oferta de produtos de qualidade de vários cantos do mundo, a preços de banana.
Lembro que no Brasil (não sei como está hoje, mas não acredito que tenha mudado MUITO), mas quando eu ia numa loja de vinhos, a sua maioria esmagadora de garrafas disponiveis eram os clássicos rótulos do Velho Mundo, e da América do Sul em geral.
Era muito raro eu ver vinhos de outras partes do mundo, partes menos tradicionais, como por exemplo do vinho que vou falar agora.
Falei num dos primeiros posts sobre a minha surpresa boa, quando comecei a trabalhar com vinhos aqui nos EUA, quando descobri os vinhos norte-americanos.Além dos vinhos daqui, tb descobri vinhos Australianos, Sulafricanos e Neozelandeses.
To falando isso pra falar sobre um dos vinhos prediletos nossos pra tomar sempre.  Kim Crawford Sauvignon Blanc da região de Marlborough da Nova Zelândia.

Marlborough fica ao extremo norte da Ilha ao sul da Nova Zêlandia. Tem um clima seco, dias ensolarados, e noites frias.
Lá o Sauvignon Blanc manda, Vindo Pinot Noir e Chardonnay na sequência. Só uma observação, o Pinot Noir Neozelandes tb é incrivel!

Agora, Sauvignon Blanc de lá é animal!
Muitas pessoas que tão acostumadas ou que não são tão fãs de Sauvignon Blanc por ser uma uva bem ácida, precisam provar Sauvignon Blanc da Nova Zelândia.
Lembra quando falei da "pizza Marguerita"? O Carmenére do Chile? Pois é, Sauvignon Blanc é Nova Zelândia e principalmente de Marlborough.
Vc abre a garrafa e já toma um "cola-brinco" dos aromas de maracujá, abacaxi, e citrus em geral.

O que achamos mais irado ainda é que um vinho desses, aqui, não sai por mais que U$12. Ou seja, quando tamos morrendo de calor, ao invés de abrir uma Coca gelada, preferimos 1000 vezes tomar um desses..rs.

Já o tomamos comendo alguns pratos diferentes, mas como grande parte dos SB, um prato leve sem muito molho, seria o ideal. Saladas em geral, frutos do mar, tipo Ostras (Sim, tem gente que gosta de Ostra...Deus me livre) e carne branca em geral. Hoje tamos pra comer um peixe, um Catfish,  feito pelo meu cunhado que acho que vai ficar MTO legal com esse vinho..Vamos ver. Se der errado eu dou esporro no cunhado, por ter estragado uma ótima garrafa de vinho, com um peixe fraco..rs..
Mas esse vinho é tão saboroso, que dá fácil pra tomá-lo sozinho....

Como disse acima, os Pinot Noirs de lá tb são muito legais. Tb numa faixa de preço ridiculamente acessível, com uma qualidade super boa com frutas vermelhas SUPER presentes...
Os PN da Nova Zelândia são produzidos em algumas regiões. Os da Kim Crawford são produzidos em Marlborough tb, mas a área principal é de Central Otago. Beeemmm ao sul da ilha, é a região mais ao sul que produz vinhos no mundo. Eu pessoalmente prefiro os PN de Central Otago.

Agora, outro vinho que tomei já que achei espetacular, foi um Unoaked Chardonnay (Chardonnay sem passar em madeira), da produtora Vila Maria. Animal!!!! BEM diferente dos Chards que estamos acostumados, do lado de cá. Os Chards daqui tem tanta madeira (don't get me wrong, eu sou fã desses Chardonnays), que acabam nem sentindo TANTO o sabor da uva. E isso, pra uvas de baixa qualidade, é ótimo, que a madeira meio que mascara quando a uva é de baixa qualidade....

Bom, Nova Zelândia é um país que produz uns baita vinhos, e com uma relação custo/benefício alucinante.
Então, quando quiser tomar um vinhozinho branco, num dia de calor, principalmente em Orlando, que tá um calor do sertão do Congo, nada melhor que um Sauv. Blanc gelado!!!!!!

Peixe tá pronto, quero só ver....rs

Cheers

Saturday, June 18, 2011

Um Brinde!!!





Nessa última sexta-feira descemos pra Fort Lauderdale. Pra quem não conhece, é um pouco ao norte de Miami. Cidade muito agradável, e que na nossa opinião, dá de 10 em Miami. 
Uma das regalias da Dani trabalhar com turismo é que conseguimos uns descontos muito bons nuns Pátcha Hoteis daqui. Não foi diferente agora na nossa última viagem. Ficamos no Hilton Marina. Um hotel muito bom, e por ser na marina, barcos e iates podem ancorar na marina do hotel, e desfrutar dos serviços dele.
Nesse final de semana o que chamou a atenção foi um iatezinho simples chamado Pegasus V, que custa em torno de 90 milhões de dólares. ANIMAL o bicho. Ficamos de cara. Meu sogro, fiçurado por coisas do mar, quase chorou ao ver a criança.
Anyways, na verdade, o motivo real de termos ido pra lá, foi que eu havia me inscrito para uma certificação que seria dada por uma das mais famosas entidades do ramo do vinho nos EUA, e uma das maiores do mundo, chamada Court of Master Sommeliers.
São oferecidos 4 niveis de certificações da CMS, sendo um pré-reguisito do outro, e os últimos dois participando apenas se for convidado pelo seleto grupo de Master Sommeliers (180 no mundo, sendo desses 112 dos EUA). Todo os niveis já BEM avançados, já que desde o primeiro nivel, se aprovado, já dá um boost legal no curriculo.
A certificação foi na 2a e 3a-feira passada, no Westin Diplomat Golf Resort em Hallandale Beach, entre Miami e Ft. Lauderdale. Lugar muito agradável e bonito.

Foram dois dias, com revisão do material sendo, na sua grande maioria sobre vinhos, mas tb um toque sobre cervejas, sake, destilados e serviço (revisão mesmo, pois eles voaram...quem chegou lá achando que seriam aulas, rodou) e o segundo com duas degustações, final de revisão e exame escrito.
O primeiro dia foi com 12 vinhos degustados as cegas, e revisão, sendo das 8 da matina ás 6 e 30 da tarde.

Aqui existem algumas associações e grupos que certificam alunos e profissionais do campo. As principais sendo essa, Court of Master Sommeliers, A USSA (United States Sommelier Association) e a Society of Wine Educators.

Tinham 92 participantes, com 4 Master Sommeliers ministrando as revisões e corrigindo os exames. Três homens, sendo um deles um mexicano, que manjava muito, sommelier do melhor do hotel do sul da Florida, chamado The Breakers, mas eu não entendia um ca*%$# que ele falava..haha, aliás, ninguém da sala entendia. Saímos para intervalos, um olhando pra cara do outro, falando "WTF did he just say?", dois americanos, e uma mulher, que pra mim foi a melhor. Manja muito, e manda muito bem também nas palestras.
Desses 92 participantes, apenas 59 passaram. Muitas pessoas do ramo de restaurantes, importadoras e lojas de vinhos. Pessoas de todo canto do país, e inclusive conheci o dono de uma Importadora de St. Croix, nas Ilhas Virgens. Um italiano gente boa pra caramba, que só usava camisa de cetim florida..hahaha, muito engraçado.
Tinha muito nego mala, e foi engraçado em uma das degustações a cegas que tinhamos, os masters perguntavam pra alunos, aleatóriamente, oque achávamos que era, a estrutura, aromas, etc. Essa parte era engraçada. Vários caras bons, acertavam em cheio. Tinham uns caras que sabiam mesmo oq tavam falando, agora, tinham outros, Pelamor. Os caras metiam uma mala que era muito engraçado. Ai ficava pensando comigo mesmo: "por isso que as pessoas taxam todo mundo que entende de vinho de marrento". E uns poucos, malas, que levantavam e falavam cada besteira, que o nivel de VPO (Vergonha Pelos Outros) era em nivel máximo. Mas tudo bem...valeu!

Foi MUITO legal. Aprendi muito, revisei várias coisas e pelo montante do material, deu pra confirmar bem a linha do gosto americano e a cultura do americano em geral. Material na sua maioria esmagadora sobre França e Itália. Tudo bem que França com várias leis diferentes dentro do próprio país e Itália, com centenas de regiões vinicolas e mais de 1300 variedades de uvas, e mudando leis conforme da na cabeça, dá pra entender o volume de material dado. Tanto que eles atualizam o material de 15 em 15 dias....

Não vou entrar muito nas perguntas que foram feitas, mas em geral perguntas bem específicas, como classificação de Bordeaux de 1855 e por ai vai.

Eu nunca fui muito estudioso. Longe de ser o melhor aluno, nem naquela panelinha Top 10 das turmas. Mas também não era dos piores. Era o famoso "suficiente pra passar", com umas matérias melhores que outras.. Eu tenho muita dificuldade de conseguir focar em matérias ou até mesmo assuntos em geral, que eu não tenha um mínimo interesse.
Dani já tentou fazer com que eu lesse um pouco mais, indicando uns romances e livros do tipo. Mas não consigo. Perco o interesse logo. Romance então, acho que tenho bloqueio. Não gosto de ficção.
Resumindo. É muito dificil eu encontrar um livro que consiga prender minha atenção por muito tempo.
Isso cai como uma bomba pras pessoas que fazem parte da minha vida. Casado com uma bacharel em Letras e Mestre em Direito, pai, tio e prima escritores.
Bom, isso até eu começar a me interessar pelo vinho.
Acho um assunto tão fascinante e com TANTA informação, e tudo que leio aprendo mais e mais. E eu gosto disso. Acho que pela primeira vez na minha vida eu me interesso por um assunto e ainda mais um assunto que "existe" de fato. E tem lógica, na sua grande maioria.
Dani uma vez até brincou, quando conversávamos com amigos sobre livros, ela falou "o Con só lê livro de vinho..haha".
Fico tranquilo, pois ela gosta muito de vinho tb, e por eu não ser muito fã de leitura, ela não pega no meu pé sobre ler só sobre isso. Pelo menos estou lendo...rsrs.


Bom,resumindo,  PASSEI!!! Com um Diploma e um Bottom de Guild of Sommeliers (Associação de Sommeliers).
O anúncio dos resultados foi finalizado com um brinde com todos, com um espumante Roederer....


Fiquei muito feliz e orgulhoso de mim mesmo, por ter passado nesse teste que, apesar de ser o primeiro de 4, já é bem avançado, e serviu pra confirmar uma coisa....
Quero mesmo é trabalhar com vinho.
E tenho dito.....

Cheers

Wednesday, June 1, 2011

The Sequel


Eu sou fã de reportagens, escrita e televisiva, sobre vinhos. Gosto também de filmes onde o assunto principal, ou grande coadjuvante é o nosso digníssimo suco de uva fermentado.
Acredito que todos que acompanham meu blog já tenham assistido o filme "Sideways", do diretor Alexander Payne, de 2004 com alguns atores famosos, como o Paul Giamatti (Miles) e Thomas Haden Church (Jack e esse ator eu achando meio sem graça. Mas o cara é famoso, fez o Sandman do filme Homem-Aranha 3 ,então preciso citar..haha), tb a Sandra Oh (a japinha que faz Christina no seriado Grey's Anatomy).
O filme na verdade é uma adaptação do livro de Rex Pickett, ganhou Oscar e o caramba. Bem legal pra quem curte o assunto.
Anyways, o autor escreveu uma continuação com os mesmos personagens (sendo a história dele mesmo, a de  Miles, o personagem principal ). O livro de chama VERTICAL, e dizem que o filme sobre o livro será produzido em breve.
Informação técnica e breve. Na viticultura, o termo VERTICAL quer dizer "várias safras do mesmo vinho". ou seja, quando fulano diz que tomou um Vertical do vinho tal, de sei lá, 1980 até 1989, quer dizer que ele provou os vinhos de todas as safras de '80 a '89.

Dessa vez, ao contrário do filme Sideways, que gira em torno de Sonoma County, eles vão para o Festival do Pinot Noir em Oregon.
Não é certeza que o livro se tornará filme ainda, mas pelo sucesso do Sideways, com certeza farão um filme do VERTICAL.
Bom, pra quem não viu Sideways, recomendo. Pra quem já viu, o jeito é esperar pra ver se farão o filme do segundo livro.

Se souber de algo, xá comigo que falarei aqui com certeza!!

Agora, dêem licença que vou tomar um vinhozinho...

Cheers


Friday, May 27, 2011

Meritage....



Tomamos há uns dias atrás esse Meritage da Vinicola Sterling, em Central Coast, na Califa.

Acho que esse será o primeiro post que falo de vinhos americanos. Vou começar nesse por mera coincidência. Apesar de fazer uns 10 dias que tomamos, eu já queria ter escrito a respeito.
Esse vinho é um Sterling Meritage. 
Tá, que raios é um Meritage. 
Bom, pra quem não conhece, e pra quem tá começando a tomar vinhos agora, deve saber da existência dos vinhos de Bordeaux, na França. Mundialmente famosos, alguns falam que é o melhor do mundo, etc...
Bom, os vinhos de Bordeaux, são, na verdade, um assemblage (corte) ou um Blend de 5 uvas quando falamos de vinhos tintos, e 3 quando falamos de vinhos brancos de Bordeaux.
As uvas tintas que fazem o vinho tinto de Bordeaux são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec.
Os Brancos são feitos das uvas: Semillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.
Agora existem duas outras maneiras de denominação do mesmo corte dessas mesmas uvas, usadas fora da França. Meio como o Champagne, que só pode ser chamado de Champagne se for produzido na região de Champagne na França. É uma marca registrada deles. 
O corte das uvas, maneira de vinificação, tudo por ser igualzinho ao de Champagne, mas não pode ser usado o nome Champagne. 

O nome do vinho do estilo Bordeaux (corte com as mesmas 5 uvas) usado aqui nos EUA é o MERITAGE. 
Existe até uma categoria de Meritages. Mas se você ler no rótulo o MERITAGE, já sabe que é um vinho feito dessas 5 uvas diferentes. Tudo bem que estará escrito no rótulo, mas just in case que não esteja...

Esse especifico da Sterling é um vinhozinho bem legal, super em conta. Compramos por uns 10 dólares, e é um vinho que dá pra tomar sempre. Até mesmo pelo preço.
Esse em especifico, de 2008 tava um pouco novo, com aquela "raspação" no céu da boca ainda pegando. Ele ficaria legal daqui uns 2 anos ainda, pra dar uma suavizada nos tanínos. Mas por ser um vinho mais em conta, não confiaria segurá-lo por muito tempo não. E francamente, não que ia melhorar taaanto assim...
Ele, mesmo ainda um pouco jovem, é um vinhozinho super legal, com umas frutas acentuadas, uma estrutura legal, vc sente a acidez do Cabernet Franc e Petit Verdot, fruta vermelha do Cabernet Sauvignon e Merlot, e aquela porrada do Malbec, apesar do Malbec da França ser um pouco diferente do que tomamos da Argentina.
Recomendo....até porque, por esse preço, tá maravilhoso!

Uma outra curiosidade, o Bordeaux é chamado, na Grã-Bretanha, de Claret. Porém, quando um vinho é Claret, na mistura tb tem a uva Syrah. Oque é bem legal tb!!!

Da mesma maneira que falei da influência dos Queijos no gosto do vinho, a temperatura tb é super importante. Portanto,  lembrem-se de tomar vinho numa temperatura legal, Pelamordedeus!! Tintos quentes estragam, e mto gelados vc não sente sabor nenhum.
E alguém já tomou Vinho Branco quente??? É, não preciso falar mais nada, né?

É isso ai!

Cheers and a great Memorial Day Weekend!!



Thursday, May 26, 2011

Debutando em Blog alheio



Uma coisa que acho muito legal nesse mundo do vinho é a troca de informações. Até porque existem tantos, mas tantos vinhos no mundo, que a troca de informações é super importante, e vira motivo de papo por horas.
Digo isso pelo seguinte. Tenho um amigo chamado Rodrigo Mazzei, de Vitória, no Espirito Santo, advogado e também aficcionado por vinhos. Essa paixão fez com que ele criasse um Blog (http://rodrigomazzei1.wordpress.com) também recém-nascido, sobre o assunto.

 O Blog (http://rodrigomazzei1.wordpress.com) dele é muito legal, super informativo, técnico e serve fácilmente de um Guia de Compras, principalmente pra quem está no Brasil, onde os vinhos disponiveis lá, na sua grande maioria, são diferentes dos daqui dos EUA.
Rodrigo me pediu há umas duas semanas, pra eu escrever um artigo no blog dele (já mencionei que o endereço é http://rodrigomazzei1.wordpress.com ?) sobre Vinhos Americanos.
Escrevi e enviei pra ele, que postou hoje a Parte I do artigo. O artigo todo é um tanto quanto longo, já que história da viticultura americana é longa.

Vale Muito a pena conferir o Blog do Rodrigo, pra quem tiver interesse em aprender mais e quiser conhecer outras coisas além das que eu comento aqui.
Lembrando, o cara é Advogado e Enófilo convicto, portanto, por favor não comparem o blog dele, cheio de detalhes técnicos, com o de quem vos fala, até porque "nóis é pobre, mas é limpinho"...hahaha. Just Kidding! Enjoy it people!

Cheers!

ps. AHH, o blog do Rodrigo é:  http://rodrigomazzei1.wordpress.com